November 07
Microsoft moderniza Windows Live para a batalha das redes sociais
Novidades têm como foco facilitar a troca de informações entre internautas. Entre as mudanças, Hotmail poderá funcionar com outras contas de e-mail.
A Microsoft apresentou na noite desta terça-feira (6) a nova geração de sua plataforma Windows Live, que inclui avanços em seu popular sistema de e-mail, o Hotmail, e no de mensagens instantâneas, o MSN Messenger, com o objetivo de reforçar a presença da companhia no crescente negócio das redes sociais na internet. Com o anúncio das novidades, a plataforma sai da versão beta (de testes).
"A nova geração do Windows Live proporcionará aos consumidores de todo o mundo uma nova gama de ferramentas e serviços que ajudarão a tornar mais fácil do que nunca a comunicação e a troca de informação a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet", afirmaram os dirigentes da gigante da informática.
Segundo a companhia fundada por Bill Gates, 67% dos usuários da internet gostariam de utilizar um portal que integrasse o acesso a todos os serviços oferecidos pela rede, com um único nome de usuário e senha. "Hoje damos um passo muito significativo para ajudar os consumidores, simplificando as suas vidas digitais" disse Chris Jones, vice-presidente corporativo do Windows Live Experience.
A mudança inclui o serviço Windows Live Mail, que permite configurar a conta de correio de Hotmail para receber as mensagens de outros serviços -- entre eles, o do Google (Gmail) e da AOL. Além disso, a nova versão melhora as funções do Messenger para compartilhar vídeos e fotos e reforça a plataforma de rede social Live Spaces. Esta última ganhou mais funções, como criação e compartilhamento de álbuns de fotos, blogs e listas de favoritos.
A nova geração do Windows Live, que já tem cerca de 400 milhões de usuários, apresenta também algumas ferramentas novas. Elas permitem retocar e compartilhar fotos, gerenciar agendas comuns a vários contatos e editar textos on-line. Além disso, permite acesso a partir do PDA ou do telefone celular, e reforça as aplicações para o controle de conteúdos por parte dos pais.
O anúncio da Microsoft chega alguns dias depois de o Google lançar a sua ofensiva com o OpenSocial, uma plataforma comum para desenvolvimento de aplicativos para sites de relacionamento. Foi um desafio direto ao Facebook, que vem ganhando parcelas de mercado a passos largos. Pouco antes, o Facebook tinha anunciado uma ampliação de sua aliança publicitária com a Microsoft, que adquiriu uma participação de cerca de 1,6% nessa rede, por US$ 240 milhões.
November 01 Web brasileira ultrapassa 20 milhões de usuários domésticos Se considerado o acesso geral, Brasil tem 36,9 milhões de internautas. Categoria líder de navegação nas residências do país é a de comunidades.
A internet residencial brasileira ultrapassou pela primeira vez, em setembro, a marca dos 20 milhões de usuários residenciais ativos: foram 20,1 milhões de internautas navegando em suas casas, segundo o Ibope//Netratings -- em relação a setembro de 2006, o crescimento foi de 47%. Se considerado o acesso em todos os ambientes, como casa, trabalho, telecentros e cibercafés, o Brasil tem 36,9 milhões de usuários de internet.
O país continua liderando o tempo de navegação no ambiente doméstico: a média foi de 22 horas mensais por pessoa em setembro. Os Estados Unidos somaram 18 horas e 54 minutos por usuário doméstico durante o mesmo período, enquanto o Japão ficou com 18 horas e 21 minutos. Em um ano, o tempo médio mensal de navegação domiciliar dos brasileiros aumentou duas horas.
De acordo com o Ibope//Netratings, a categoria que mais contribui para a expansão da web residencial é a de crianças e adolescentes de ambos os sexos: a quantidade de internautas que se encaixa neste grupo aumentou 53% em um ano. Em seguida aparecem os homens com mais de 45 anos, com crescimento de 50% durante o período. Se considerada a intensidade de uso, o destaque fica para as mulheres de 18 a 24 anos que, em um ano, aumentaram em 25% a quantidade de páginas visitadas.
Em setembro, o tempo médio da navegação em sites da categoria “Comunidades” ficou em 4 horas e 40 minutos, contra 3 horas e 39 minutos em setembro de 2006. Segundo o Ibope//Netratings, parte desse crescimento pode ser atribuído aos novos recursos audiovisuais adotados pelas comunidades. “Essas ferramentas têm levado os usuários, sobretudo crianças e mulheres jovens, a navegar por mais tempo e a trocarem mais mensagens por meio das páginas de redes sociais”, diz o comunicado da organização. October 17
A empresa taiwanesa Asustek anunciou nesta terça-feira (16) que venderá o novo laptop de baixo custo por US$ 245, enquanto a empresa mira usuários casuais em mercados desenvolvidos. O Eee PC 701 tem sistema operacional Linux, tela de sete polegadas, 512 MB de memória RAM, memória flash de 4 GB, 8 GB ou 16 GB e webcam. Ainda não há informações sobre a chegada da novidade ao Brasil.
A nova linha de notebooks, chamada de Eee PCs, custará no varejo entre US$ 245 e US$ 425. Nos mercados emergentes, a companhia buscará compradores maiores como governos e organizações educacionais, vendendo o Eee PCs por apenas US$ 199 a unidade. A Asustek terá como alvo mulheres e crianças para o produto, disse o presidente da empresa, Jonathan Tsang.
As três letras “e” do nome Eee PC estão ligadas ao conceito “easy to learn, easy to work, easy to play” (fácil de aprender, fácil de trabalhar, fácil de brincar, em português).
"Pelo fato de eles estarem saindo relativamente tarde, nós esperamos exportar 200 mil neste ano", afirmou Tsang. "Esse número deve ser razoável. No próximo ano nós vamos exportar mais de 3 milhões de unidades." O lançamento da Asustek estava previsto para setembro.
A nova linha de PCs estará disponível inicialmente em inglês e em chinês clássico, para ser vendido em Taiwan. Versões em chinês simplificado, francês, alemão e italiano serão lançadas posteriormente.
Em um avanço significativo, a Asustek anunciou que lançará uma versão do PC de baixo custo com o sistema operacional Windows, da Microsoft, após divulgar inicialmente que todos os computadores portariam o sistema operacional de fonte livre Linux. O computador foi desenvolvido por mais de 500 engenheiros em colaboração com o maior fabricante de chips do mundo, a Intel -- o processador utilizado na máquina é desta mesma companhia.
A empresa de Taiwan é o maior produtor mundial de placas-mãe e uma das dez primeiras produtoras de laptops do mundo. Dos 138 milhões de computadores pessoais fabricados no mundo, 56 milhões utilizam placas-mãe da empresa.
A Apple anunciou nesta terça-feira (16) que a nova versão do sistema operacional para seu computador Macintosh estará disponível nas lojas de todo o mundo, inclusive no Brasil, a partir do dia 26 de outubro. A chegada ocorre após um atraso de quatro meses, devido aos investimentos da empresa no lançamento e divulgação do iPhone.
O novo sistema operacional, chamado Leopard, é a sexta atualização do software OS X da Apple e irá custar US$ 129 para um único usuário e US$ 199 para o pacote familiar, que pode ser instalado em até cinco computadores de uma mesma residência. O software poderá ser comprado no Brasil nas lojas autorizadas a vender produtos da Apple, mas ainda não há previsão de preço.
Novas características incluem um sistema de back up de dados chamado “Time Machine”, melhorias nos e-mails e mensagens instantâneas, a habilidade de ver documentos e arquivos sem precisar acessar um programa separado e um acesso mais rápido a outros computadores dentro de uma rede doméstica ou empresarial.
“Este vai ser um bom momento para o Mac, que já vem sendo forte nos últimos anos. Esta é apenas mais evolução deste processo”, afirmou Phil Schiller, vice-presidente de marketing da empresa.
Em abril, a empresa atrasou o lançamento do Leopard para outubro (o mês programado inicialmente era junho) citando a necessidade desviar o desenvolvimento de softwares da empresa para o iPhone, que foi lançado no fim de junho. O site oficial da Apple, em inglês, já está realizando a pré-venda do novo produto. October 09
Supermagnetismo de HDs rende Prêmio Nobel em Física
Albert Fert, da França, e Peter Grünberg, da Alemanha, dividem a premiação.
Magnetorresistência gigante está envolvida na criação de discos rígidos de computador.
A descoberta de um estranho fenômeno físico que ocorre em escala ridiculamente pequena, mas abriu as portas para o desenvolvimento de discos rígidos cada vez mais capazes e compactos para computadores deu ao francês Albert Fert, da Universidade do Sul de Paris, e ao alemão Peter Grünberg, do Centro de Pesquisas de Jülich, na Alemanha, o Prêmio Nobel em Física de 2007.
Os ganhadores Peter Grünberg (à esq.) e Albert Fert posam juntos num evento ocorrido em Tóquio, em abril deste ano (Foto: Everett Kennedy Brown/Reuters)
O anúncio foi feito pouco depois das 7h (horário de Brasília) desta terça-feira (9), pela Academia Real de Ciências da Suécia, instituição responsável pela eleição e distribuição dos prêmios batizados em homenagem a Alfred Nobel.
Apesar dessa cara de mera esquisitice física, a magnetorresistência gigante, descoberta independentemente pelos grupos dos dois pesquisadores em 1988, não tardou a chegar às tecnologias do dia-a-dia. Os dois pesquisadores premiados notaram, naquela ocasião, que mudanças sutis no campo magnético, em escala microscópica, produziam grandes diferenças na resistência elétrica (ou seja, na capacidade de conduzir eletricidade) de certos materiais.
Inocente útil
Não demorou para que os cientistas percebessem a enorme utilidade desse fenômeno em sistemas eletrônicos. Essa resistência gigante induzida por magnetismo era uma forma excepcional de "ler" dados armazenados em discos rígidos de computador. Afinal, os zeros e uns que compõem a linguagem binária das máquinas precisam ser convertidos em impulsos elétricos para serem processados pelo sistema. Num disco rígido (ou HD, na sigla inglesa, como também é conhecido), esses dígitos são armazenados como pequenos campos magnetizados.
Assim sendo, nada como um esquema de pequenina interação magnética com resultados elétricos intensos para recuperar com precisão informações armazenadas de forma compacta. Quanto maior for a diferença entre o tamanho do campo magnético e a mudança das propriedades elétricas, menor precisa ser a unidade magnetizada no disco rígido para conter um bit.
O primeiro sistema de leitura de dados com GMR (sigla inglesa para a magnetorresistência gigante) surgiu em 1997, mas logo esse virou a tecnologia padrão. A revolução ajudou a manter em vigor a famosa Lei de Moore.
Concebida em 1965 pelo co-fundador da Intel, Gordon Moore, ela dizia que a capacidade dos processadores dobrava a cada 18 meses. Isso equivalia a dizer que o tamanho das peças que compõem os chips e dispositivos de memória caía pela metade neste período. Ocorre que, em meados dos anos 1990, esse ritmo já começava a diminuir. Foi quando entrou em cena a magnetorresistência gigante, que deu vigor renovado aos fabricantes de computadores e manteve o ritmo de evolução.
Embora hoje já tenham surgido versões mais sofisticadas de leitores de disco rígido, elas são basicamente aperfeiçoamentos desse sistema original, de 1997.
Mais à frente do que atrás
O fenômeno não está limitado apenas ao uso em discos rígidos. Diversos sensores para automóveis, que participam de sistemas de freios ABS e de controle de funcionamento do motor, estão sendo desenvolvidos. Também estão em fase de criação sensores para detectar a posição das engrenagens em caixas de câmbio, dispensando os esquemas hidráulicos das transmissões automáticas.
Os cientistas que trabalham com a magnetorresistência gigante acham que ainda vem muito mais por aí, em termos de resultados tecnológicos. De toda forma, a comissão do Nobel decidiu que o que já surgiu é suficiente para elevar Fert e Grünberg ao panteão dos homens e mulheres que receberam a famosa premiação. Cada um deles leva para casa 5 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 750 mil).
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